Cobrindo 71% do planeta e com uma profundidade média de 4 mil metros, os Oceanos da Terra continuam a ser um campo vasto para novos estudos e descobertas. Este imenso ambiente submerso, o oceano global, oferece uma miríade de habitats que abrigam uma imensa diversidade biológica, em boa parte ainda desconhecida da humanidade. Da interação da biota marinha com elementos presentes na água e na crosta oceânica e da dinâmica do oceano com a atmosfera se dão processos de importância global que moldam as condições que favorecem a própria vida no planeta.
Vivemos numa era marcada por uma crise planetária tripla: mudanças climáticas aceleradas, perda de biodiversidade e poluição ambiental/separação entre natureza e sociedades humanas. Esses fenômenos não são distantes ou abstratos — afetam diretamente a saúde humana.
No Brasil, essas rupturas são especialmente agudas no contexto costeiro e marinho. Nossa costa se estende por cerca de 7.367 km (contando ilhas e arquipélagos), atravessando ecossistemas diversos como manguezais, recifes de corais, restingas, grandes estuários e plataformas oceânicas. A biodiversidade marinha brasileira é vasta, incluindo milhares de espécies – muitas ainda pouco conhecidas, especialmente no oceano profundo.
“O oceano é o pulmão azul do planeta. Cuidar dele é cuidar de nós. A Fiocruz reafirma, na Rio OceanWeek, seu compromisso com uma ciência transdisciplinar, participativa e transformadora, que conecta Saúde, Clima e Sustentabilidade — pilares da Agenda 2030 e de um futuro saudável para todos”
Dentro da esfera da saúde planetária, a Fiocruz também atua no extremo sul, por meio do programa FioAntar. A iniciativa integra o Programa Antártico Brasileiro (Proantar), sob a coordenação da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (Cirm), da Marinha do Brasil e articula pesquisas na Antártica, incluindo vigilância epidemiológica e sanitária associada ao ecossistema polar, riscos ambientais, interações biológicas e potenciais implicações para a saúde humana. Em tais ambientes extremos, há riscos específicos (radiação UV, contaminação por microplásticos, mudanças climáticas abruptas) que têm implicações globais.
Ao conectar regiões polares ao sistema de saúde nacional e ao arcabouço de vigilância ambiental, a Fiocruz ajuda a projetar uma visão global da saúde planetária — afinal, mudanças no Ártico ou na Antártica repercutem nos oceanos, nos ciclos climáticos e, por consequência, na saúde humana
Plataforma de monitoramento participativo da fauna silvestre da FIocruz, que registra em celulares observações georrefenciadas e gera alerta de doenças, especialmente aquelas com potencial de atendimento humano, possibilitando ações de vigilância em saúde.
O SISS-Geo foi desenvolvido com base na ciência cidadã e é usado por comunidades tradicionais, indígenas, rurais e urbanas, órgãos públicos e privados de saúde, ambiente, ONGs e voluntariado em localidades remotas do Brasil. Apoia estratégias de controle de arboviroses e zoonoses do Ministério da Saúde e promove, ainda, troca de saberes e boas práticas para a melhoria da qualidade de vida, da saúde e da conservação da biodiversidade.
Documentário que mergulha no universo da Economia Azul sustentável, revelando como o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental pode transformar vidas.
O filme apresenta histórias de cientistas, pescadores artesanais e amantes do oceano, destacando iniciativas inovadoras que unem tradição e tecnologia para garantir um futuro sustentável. O documentário mostra como a Economia Azul pode gerar novas oportunidades para o Rio de Janeiro, impulsionando setores como o turismo ecológico, a biotecnologia marinha, a restauração de ecossistemas e a pesca responsável. Da recuperação de manguezais à criação de empregos sustentáveis, o filme ilustra como a inovação e o conhecimento científico estão sendo aplicados para equilibrar progresso e conservação.