Protagonismo no Discurso Científico
Liderança em eventos científicos apresentando pesquisas que relacionam mudanças climáticas à saúde pública.
- Plataforma Climática CIDACS
- Plenária sobre Doenças Infecciosas
- Livro Mudanças Climáticas e o Brasil
Estratégia Fiocruz para Clima e Saúde: convergência entre ciência e saberes tradicionais para consolidar a saúde como prioridade na agenda climática global.
A COP30 marcou um momento histórico: pela primeira vez, mais de 56 mil participantes de mais de 190 países se reuniram na Amazônia, com o protagonismo inédito e atuante dos povos amazônicos nas decisões sobre o futuro do clima global.
Neste cenário, a SAÚDE conquistou lugar de destaque na agenda climática, com um dia inteiro dedicado ao tema. A Fiocruz esteve presente unindo ciência e saberes tradicionais para promover o bem-viver e bem-estar, alinhados ao ODS 3 da Agenda 2030, defendendo a saúde como elemento central e inegociável da ação climática.
Local: Brasília, Brasil
A Fiocruz participou da primeira conferência global pré-COP especificamente para o debate da saúde, organizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), junto ao Governo do Brasil.
Este evento preparatório oficial para a COP30 teve como objetivo discutir a relação entre as mudanças climáticas e a saúde pública, especificamente como plataforma para incluir a saúde na agenda principal da conferência.
A Fundação recebeu pesquisas e propostas, como a criação de um sistema integrado de monitoramento de saúde e clima para a América Latina, reforçando seu compromisso com a saúde global e a diplomacia da saúde.
Local: Alter do Chão, Pará
Como parte da preparação para a COP30, a Fiocruz promoveu um seminário em Alter do Chão focado em debater soluções locais para a crise climática, valorizando o conhecimento territorial e as práticas comunitárias da região amazônica.
O evento reuniu pesquisadores, lideranças comunitárias e representantes de povos tradicionais para construir propostas concretas baseadas na realidade local.
A Fundação elaborou 11 recomendações estratégicas para integrar saúde e clima na agenda global, fruto de ampla consulta com especialistas e comunidades.
A Fiocruz teve papel fundamental na elaboração do Plano de Saúde de Belém, apresentando argumentos, recomendações e projetos inovadores
Fortalecendo a saúde climática através da ciência e saberes tradicionais
A Fiocruz apresentou experiências inovadoras de vigilância popular em saúde desenvolvidas em parceria com comunidades indígenas, camponesas, ribeirinhas e urbanas, demonstrando como a união entre conhecimento científico e saberes tradicionais fortalece sistemas de vigilância mais justos e eficazes.
Saiba mais sobre Vigilância Popular ↗Pesquisadores e especialistas da Fiocruz desenvolveram com argumentos técnico-científicos e recomendações estratégicas para a formatação do Plano de Saúde de Belém, documento que orientará as ações de saúde climática na região amazônica.
Acesse a Biblioteca de Ações de Saúde de Belém ↗As contribuições da Fiocruz abrangeram desde sistemas de vigilância até estratégias de adaptação comunitária, sempre priorizando a justiça climática, a equidade e a integração de saberes científicos e tradicionais na construção de soluções sustentáveis para a saúde na Amazônia.
Apresentado pela Fiocruz Ceará, o projeto experimental experiências de Vigilância Popular em Saúde desenvolvido ao longo de cinco anos em parceria com comunidades indígenas, camponesas, ribeirinhas e urbanas.
Esta iniciativa demonstra como a união entre conhecimento científico e saberes tradicionais pode fortalecer sistemas de vigilância em saúde mais justos e eficazes.
Leia mais sobre o projeto ↗Pesquisadores e especialistas da Fiocruz desenvolvem com argumentos técnico-científicos e recomendações estratégicas para a formatação do Plano de Saúde de Belém, documento que orientará as ações de saúde na região climática.
As contribuições abrangeram desde sistemas de vigilância até estratégias de adaptação comunitária, sempre priorizando justiça climática e equidade.
A Fiocruz se uniu às mobilizações durante o Dia da Saúde na COP30, fortalecendo a mensagem de que não há justiça climática sem saúde para todos.
Saiba mais sobre as mobilizações ↗Unindo vozes pela saúde planetária e justiça climática
À tarde, povos tradicionais, cientistas, profissionais da saúde, especialistas em Clima, estudantes e organizações sociais percorreram as ruas de Belém na Marcha Global Saúde e Clima.
A mobilização teve o objetivo de dar visibilidade a um tema marginalizado nas negociações: o impacto direto da crise climática sobre a saúde humana e planetária.
Visibilidade para os impactos diretos das mudanças climáticas na saúde das populações
União de diversos setores da sociedade em defesa da saúde planetária
Pressão por resultados concretos nas negociações climáticas
A Fiocruz implementou uma estratégia sofisticada para incorporar a saúde em todas as camadas do ecossistema da COP30
Liderança em eventos científicos apresentando pesquisas que relacionam mudanças climáticas à saúde pública.
Formação de parcerias estratégicas e engajamento em investigação de políticas de alto nível.
Garantindo que as vozes mais afetadas pela crise climática sejam ouvidas.
Análise detalhada da participação e impacto da Fiocruz na COP30
Inovações que conectam ciência, saúde e clima na Amazônia
Sistema integrado pioneiro de monitoramento de saúde e clima para toda a América Latina, conectando dados ambientais com indicadores de saúde pública em tempo real.
Pesquisa inovadora sobre o uso de selênio e coenzima Q10 no tratamento da cardiomiopatia chagásica crônica, com potencial para transformar a vida de milhões de pacientes.
Estudos sobre os impactos das mudanças climáticas na expansão da doença de Chagas, especialmente a transmissão oral na Amazônia através do consumo de açaí contaminado.
Entrelaçando saúde em todas as conversas climáticas
Unindo ciência e saberes tradicionais para promover o bem-viver e bem-estar, alinhados ao ODS 3 da Agenda 2030.
Debate sobre impactos do clima na expansão de doenças negligenciadas, com foco na transmissão oral de Chagas na Amazônia.
Debate sobre territórios diversos unidos contra pandemias, reunindo especialistas internacionais e lideranças comunitárias.
Construção colaborativa de propostas concretas de políticas públicas adequadas às realidades amazônicas.
Capacitação em sistemas de monitoramento integrado para prevenção de doenças transmitidas por animais.
Apresentação do Projeto Vigilância Povos e experiências de cinco anos com comunidades indígenas, camponesas e ribeirinhas.
As mudanças climáticas afetam de forma desproporcional comunidades marginalizadas. A justiça climática exige que as soluções priorizem quem mais sofre os impactos.
Discussão sobre como o racismo estrutural se manifesta nos climas desproporcionais em comunidades negras e periféricas.
Valorização do patrimônio biocultural e integração dos conhecimentos tradicionais na agenda científica.
Análise da relação entre direitos territoriais de povos indígenas e comunidades tradicionais com a mitigação climática.
Protagonismo feminino nas estratégias de adaptação e liderança comunitária frente às mudanças climáticas.
Construir resiliência requer combinação de vigilância genômica avançada com tecnologias sociais que capacitem as comunidades a proteger seu ambiente e sua saúde.
Inauguração do sistema integrado de monitoramento saúde-clima para toda a América Latina, conectando 15 países.
Apresentação de tecnologias para processamento sustentável de plantas medicinais e produtos florestais não madeireiros.
Avanços no sequenciamento genômico para detecção precoce de dengue, zika e chikungunya em contexto de mudanças climáticas.
Exposição de tecnologias desenvolvidas por e para comunidades vulneráveis, incluindo sistemas de alerta e gestão de água.
Representando a instituição nos principais fóruns e aspectos estratégicos
“A Fiocruz se junta aos parceiros nacionais e internacionais ao longo dos próximos dias para debater ações que tragam, acima de tudo, resultados concretos para a saúde das populações que sofrem os efeitos das climáticas”
— Mário Moreira, Presidente da FiocruzO lançamento contou com a presença da secretária executiva do Ministério da Saúde, Agnes Soares, e do secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba.
A Fiocruz contribuiu com importantes documentos de apoio ao Plano de Saúde de Belém, destacando a participação social e experiências de vigilância popular organizadas em parceria com comunidades indígenas, camponesas e ribeirinhas.
Paulo Gadelha, coordenador da Estratégia Fiocruz para Agenda 2030 (EFA 2030), também representou a Fiocruz na ocasião do lançamento da Rede. Pela manhã, Gadelha participou de uma mesa no Pavilhão da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre Doenças Infecciosas em um clima em mudança: inovação, equidade, engajamento nacional e comunitário.
A mesa contou com a presença da Aliança Gavi para Vacinas; da Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi); da Unitaid, da Medicines for Malaria Venture e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
“O tema das doenças infecciosas é um dos grandes marcadores dos efeitos das mudanças climáticas na saúde e essa mesa reforça justamente o protagonismo da área da saúde na COP30. Isso está alinhado à ideia de que a crise climática é uma crise sanitária”
— Paulo Gadelha, Coordenador EFA 2030 “A partir do legado da Covid-19, o multilateralismo se tornou uma das prioridades de que o Brasil está enfatizando e a COP reafirma isso”.Acordos e iniciativas que fortalecem o desenvolvimento sustentável e a cooperação internacional
Discussões sobre a relação entre a saúde dos oceanos e a saúde humana, conectando ecossistemas marinhos com o bem-estar das populações costeiras e amazônicas.
A Fiocruz marcou presença no Pavilhão da Ciência, apresentando pesquisas de ponta e soluções inovadoras que conectam conhecimento científico com ação climática.
Memorandos de Entendimento firmados com organizações de povos indígenas, fortalecendo parcerias para o desenvolvimento sustentável.
Acordos que consolidam a união entre ciência e saberes tradicionais
Acordo com a Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá, fortalecendo a parceria com comunidades indígenas da Amazônia para desenvolvimento sustentável e justiça climática.
Parceria estratégica com o Instituto Nacional de Pesquisas da Pan-Amazônia Oriental, unindo expertise científica para pesquisas inovadoras na região amazônica.
Estas cooperações estratégicas fortalecem a justiça climática e garantem que as soluções sejam construídas com e para os povos da floresta, respeitando conhecimentos ancestrais e promovendo o desenvolvimento sustentável da Amazônia.
Evento Franco-Brasileiro sobre Uma Só Saúde e Mudanças Climáticas
O CO/FIocruz coorganizou o evento franco-brasileiro Um só mundo, uma só saúde: quando territórios e saberes se unem diante das epidemias.
A atividade reuniu pesquisadores, lideranças comunitárias e representantes institucionais do Brasil e da França em um chamado à ação por soluções integradas e sustentáveis frente aos desafios da saúde global.
A Fiocruz confirma que os saberes ancestrais e a participação ativa das comunidades são fundamentais para enfrentar uma crise climática
Articulação de comunidades tradicionais
para vigilância popular em saúde e
preservação de conhecimentos ancestrais
sobre o uso medicinal de plantas e práticas
de cura.
Monitoramento participativo de indicadores
socioambientais e de saúde, com
protagonismo das comunidades
quilombolas, caiçaras e indígenas.
Espaços de escuta e construção coletiva de
políticas públicas que respeitam e valorizam
os modos de vida e saberes tradicionais na
Amazônia.
Acompanhe a cobertura completa da participação da Fiocruz na Conferência do Clima
Instituição apresenta 11 recomendações-chave e reforça que a crise climática é, antes de tudo, uma crise de saúde.
Plano de Ação em Saúde construído em parceria com OMS e OPAS estabelece novo marco para a cooperação intersetorial.
Plataforma CIDACS-Clima conectará dados de saúde e clima em 15 países da região, estabelecendo vigilância preventiva em tempo real.
Pesquisa inovadora com 600 participantes em 6 estados investiga tratamento da cardiomiopatia chagásica com selênio e coenzima Q10.
Instituição participa de mobilização histórica unindo movimentos sociais, comunidades tradicionais e pesquisadores.
Debate destaca impactos de agrotóxicos e megaprojetos na saúde das comunidades amazônicas e na biodiversidade.
Oficina realizada em Brasília debate caminhos para fortalecer atuação do setor saúde no enfrentamento da crise climática.
Oito dias de atividades preparatórias incluindo barqueta e diálogos com comunidades ribeirinhas marcam chegada da instituição.
Acesse o especial completo com toda a cobertura da participação da Fiocruz na COP30
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Estruturas permanentes e redes de inovação construídas para o futuro
Infraestrutura permanente dedicada ao monitoramento, pesquisa e vigilância de saúde climática na Amazônia Ocidental
Rede integrada de inovações sociais conectando comunidades ribeirinhas e povos tradicionais para resiliência climática
Registros fotográficos da participação da Fiocruz e comunidades indígenas nos eventos relacionados à COP30
Visão geral das atividades, parcerias e impactos da Fiocruz na liderança em Saúde e Clima na Amazônia
A Fiocruz marcou presença expressiva em múltiplas atividades, espaços e pavilhões oficiais da COP30, com representação de diversas unidades e participação em dezenas de eventos que destacaram a importância da saúde na agenda climática global.