Trata-se de estratégia de fortalecimento da capacidade de adaptação das comunidades e dos serviços de saúde diante do avanço das emergências climáticas
As emergências climáticas têm levado ao aumento exponencial de artigos científicos sobre o assunto. Um dos mais recentes, “Popular Health Surveillance in the Face of Climate Emergencies”, publicado este mês na revista internacional “Plos Global Public Health”, tem a participação de pesquisadores da Fiocruz, e apresenta o conceito brasileiro de vigilância popular em saúde (VPS) nas emergências climáticas para populações em situações de maior vulnerabilidade, pouco conhecido no exterior. O trabalho integra conjunto internacional de estudos apoiados pela Alliance for Health Policy and Systems Research e pelo Programa de Emergências em Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O modelo estimula comunidades a coletarem e interpretarem informações sobre as condições ambientais e de saúde em seus territórios, com mapeamentos participativos, oficinas, círculos de cultura, monitoramento ambiental, comunicação popular, diagnósticos coletivos e capacitação de pesquisadores das próprias comunidades. Isso, de acordo com os autores do artigo, ajuda a identificar, com antecedência, problemas como escassez de água, contaminação ambiental, insegurança alimentar e impactos psicossociais decorrentes das mudanças climáticas. Segundo eles, a articulação entre comunidades, movimentos sociais, universidades e serviços de saúde ajuda muito nessas ações.
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