Os oceanos completaram, na quinta-feira (10/9), 100 dias consecutivos de temperaturas recordes, segundo dados da agência climática dos Estados Unidos. A média global da superfície do mar fora das regiões polares chegou preliminarmente a 21,23 °C no dia 8, impulsionada pela combinação entre um El Niño forte e o aquecimento global causado pelas emissões humanas.
A persistência do calor aumenta o estresse sobre corais e outras espécies, reduz o tempo de recuperação dos ecossistemas e ameaça comunidades pesqueiras. Fora do mar, o fenômeno pode intensificar chuvas, tempestades, ressacas, erosão e inundações costeiras. Impactos que revelam por que a temperatura dos oceanos deve ocupar espaço central no debate climático.
Fonte:
Planeta completa 100 dias de recorde de calor no oceano e temperatura segue alta / Folha de S. Paulo
Legenda da foto: Dados preliminares da anomalia de temperatura (variação fora da média) da superfície do mar em 8 de setembro de 2026, quando a média global chegou a 21,23°C, a mais alta já registrada – Climate Reanalyzer/OISST/Noaa

