Estudos realizados na Holanda, China e Brasil mostram que ambientes internos podem concentrar grandes quantidades de microplásticos, provenientes sobretudo de tecidos sintéticos, produtos de higiene e beleza e outros materiais plásticos de uso cotidiano. Na pesquisa holandesa, 75% das 105 residências analisadas apresentaram cinco ou mais tipos dessas partículas, enquanto um estudo em Wenzhou, na China, encontrou concentração de microplásticos suspensos oito vezes maior dentro dos ambientes do que fora deles.
A menor circulação de ar favorece o acúmulo dessas partículas na poeira, que pode voltar a ficar suspensa com a movimentação das pessoas. Os microplásticos podem entrar no organismo por inalação, ingestão e contato com a pele, e os menores conseguem alcançar mais estruturas do corpo; diante da ainda limitada produção de estudos brasileiros sobre residências, pesquisadores defendem ampliar as investigações locais e apontam medidas como ventilação adequada e limpeza com aspiradores equipados com filtro HEPA para reduzir a exposição.
Fonte: Estudos apontam alta presença de microplásticos no interior das casas / Folha de S. Paulo
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