Fiocruz firmou três acordos de cooperação tecnológica com empresas sul-coreanas durante a missão oficial do Governo brasileiro ao país (Foto: Divulgação)
Por Ana Paula Blower (Agência Fiocruz de Notícias) e Bio-Manguinhos/Fiocruz
A iniciativa vai fortalecer sobretudo o SUS, e representa investimento estimado de até R$ 1,104 bilhão no primeiro ano por parte do Ministério da Saúde
Em mais um passo para o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis), a Fiocruz firmou três acordos de cooperação tecnológica com empresas sul-coreanas durante a missão oficial do Governo brasileiro ao país. As parcerias com Green Cross, Optolane e GenBody foram assinadas nesta segunda-feira (23/2) e têm um objetivo comum: ampliar e modernizar a capacidade nacional de produção de diagnósticos no Sistema Único de Saúde (SUS).
As parcerias foram firmadas em um ato simbólico de assinatura na presença do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante Fórum Empresarial Brasil-Coreia. “Isso [as parcerias] nos permitirá buscar soluções para doenças, desenvolver métodos de diagnóstico e prevenir epidemias. Instituições públicas de saúde, como a Fiocruz e outras fundações estaduais brasileiras, estão fortalecendo sua cooperação com a Coreia. Esperamos que, em breve, possamos fabricar conjuntamente novas vacinas, fármacos e insumos médicos”, disse o presidente Lula.
“Junto com as parcerias aqui firmadas entre a Fiocruz e as empresas Optolane, Genbody e Greencross para testes de diagnóstico rápido e dispositivos médicos, estamos consolidando uma aliança de longo prazo entre os sistemas de saúde de nossos dois países”, afirmou o ministro da Saúde brasileiro, Alexandre Padilha, no Fórum.

Parte da delegação do Ministério da Saúde, conduzida pelo ministro Alexandre Padilha, na visita oficial ao país, a Fiocruz foi representada pela vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde, Priscila Ferraz (foto: Divulgação)
Com a Optolane, o foco está na incorporação de uma plataforma POC-molecular, tecnologia que permite diagnósticos rápidos e simultâneos de múltiplos alvos. A expectativa é que, a partir dessa cooperação, o Brasil possa avançar na detecção de agravos como malária, arboviroses, síndromes exantemáticas e doenças sexualmente transmissíveis.
Já a parceria com a Green Cross representa uma expansão da colaboração já existente. O objetivo agora é aprofundar o desenvolvimento de testes rápidos e outras ferramentas para tuberculose, malária e vírus respiratórios, incluindo Covid-19, influenza e sincicial – ampliando o leque de respostas rápidas para o SUS.
Com a GenBody, a proposta é internalizar competências técnicas para produção em larga escala de testes rápidos, garantindo ao Ministério da Saúde maior previsibilidade e autonomia no abastecimento de insumos estratégicos.
Parte da delegação do Ministério da Saúde na visita oficial ao país, a Fiocruz foi representada pela vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde, Priscila Ferraz, e a assessora especial da presidência, Camile Sachetti. “São parcerias com foco no desenvolvimento de plataformas moleculares, multiteste, testes rápidos e métodos diagnósticos diversos para atender, sobretudo, doenças muito importantes para o nosso país, como malária, dengue e mpox”, ressaltou Ferraz. Ao longo da agenda com o ministro do Brasil, Alexandre Padilha, Ferraz e Sachetti participaram de reuniões bilaterais com representantes das empresas parceiras e com a ministra da Saúde da Coreia do Sul, Jeong Eun-kyeong.
As parcerias serão conduzidas por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz). “Estas parcerias reforçam o compromisso de Bio-Manguinhos em ampliar o acesso da população a diagnósticos de qualidade. Estamos permanentemente em busca de parceiros estratégicos para fortalecemos o Complexo Econômico-Industrial da Saúde e garantimos ao SUS ferramentas mais ágeis e precisas para o enfrentamento de agravos prioritários no país”, afirmou a diretora de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Rosane Cuber.
