Foto World Health Organization
Articulistas da Fiocruz destacam no evento as tensões mundias, mudanças globais na saúde, a iniciativa UN80, a saúde na Agenda 2030 e a incidência do hantavírus, e apontam a importância da abordagem de Uma Só Saúde para se evitar novas pandemias
Quatro especialistas da Fiocruz em relações internacionais de saúde aprofundam em artigo publicado pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE), em 14 de maio, o complexo momento no qual vai acontecer, de 18 a 23 de maio, em Genebra, a 79ª Assembleia Mundial da Saúde (MAS, na sigla em inglês), da OMS.
A reforma da arquitetura global de saúde, a fim de agilizá-la e dar mais consistência para, sobretudo, reduzir desigualdades, a iniciativa UN80, que objetiva modernizar o funcionamento da ONU, aumentar seu impacto e reafirmar sua relevância em um mundo em rápida transformação, e o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3 (ODS), da Agenda 2030, sobre saúde e bem-estar, estão entre os principais focos de discussão.
Segundo os especialistas, os atuais casos de hantavirose recolocam a vigilância epidemiológica, a preparação para emergências sanitárias e a governança internacional da saúde no centro das atenções. Nesse contexto, haverá a tentativa de aprofundamento sobre o anexo do Acordo de Pandemias no âmbito da OMS.
Como há grande possibilidade de origem zoonótica nas incidências de hantavirose, com associação a atividades ambientais em áreas endêmicas, os articulistas apontam para a necessidade de se aderir à abordagem de Uma Só Saúde – reconhece a conexão entre a saúde humana, animal, vegetal e ambiental, e faz parte do eixo conceitual integrador na atuação da Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030 (EFA 2030).
Link para acesso ao artigo: https://cee.fiocruz.br/sob-tensoes-e-na-vigencia-de-surto-de-hantavirus-em-aguas-internacionais-oms-realiza-sua-79a-assembleia-mundial-da-saude/

