Foto Karl Callwood / Unplash
Pesquisa do IOC/Fiocruz e UFPR detecta cafeína, remédios e cocaína em tubarões das Bahamas
O trabalho, que foi publicado no periódico científico “Environmental Pollution”, documenta a presença dos contaminantes no soro sanguíneo de tubarões das Bahamas
A falta de tratamento adequado de esgoto tem como consequência o acúmulo de contaminantes emergentes no ecossistema. Com a não filtragem, resíduos metabólicos de medicamentos, cafeína e cocaína atingem rios, mares e a fauna aquática. Recente pesquisa do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Universidade do Paraná (UFPR) e parceiros descobriu que tubarões na costa do arquipélago de Bahamas são afetados pelo alarmante problema, que tem mobilizado também especialistas em Uma Só Saúde Azul – abordagem integradora que conecta a saúde humana, animal e dos ecossistemas marinhos, articulando diretamente os ODS 3 (Saúde e bem-estar), 14 (Vida na água), entre outros.
A descoberta ocorreu com o uso de cromotografia líquida acoplada à espectrometria de massas em série (LC –MS/MS), e a análise foi feita no Brasil por equipe do IOC/Fiocruz. A base para o trabalho de coleta fica no Centro de Estudos Ambientais Cape Eleuthera Institute, na ilha de Eleuthera.
Ainda serão necessários experimentos em laboratório para saber a proporção das contaminações e se essas têm a ver com os produtos, mas segundo a equipe do estudo, há alterações nos tubarões contaminados. Pela primeira vez, detectou-se cafeína e paracetamol em tubarões no mundo, e diclofenaco e cocaína em animais das Bahamas.
Para saber mais sobre as descobertas, acesse esse link de matéria do IOC/Fiocruz feita por Maíra Menezes: https://www.ioc.fiocruz.br/noticias/cafeina-remedios-e-cocaina-em-tubaroes-das-bahamas-mostram-impacto-da-acao-humana

