Com um olho no lance e outro nas prováveis tempestades de raios na Copa  

Foto David Skyrius / Pexels

As mudanças climáticas têm aumentado demais a incidência de raios nos EUA e países próximos, o que acarreta medidas inéditas da Fifa na atual Copa do Mundo, como os adiamentos de horários de duas partidas da atual disputa: França X Iraque, em 22 de junho, na Filadélfia, e México X Equador, em 1 de julho, na Cidade do México, e o monitoramento contínuo de outras que estavam sob riscos de paralisação. As tempestades de raios estão mais intensas no Nordeste americano.

Uma rede de sensores torna capaz a detecção de descargas elétricas em tempo real, e após cada raio detectado dentro do perímetro de segurança, um cronômetro de meia hora é iniciado. Se um novo raio cair aos 29 minutos de espera, o relógio volta para o zero. Isso significa a necessidade de boa dose de paciência dos torcedores.

No Mundial de Clubes do ano passado nos EUA, que serviu de testes para esse protocolo climático, três partidas foram paralisadas e outras duas também afetadas.

Muitas mortes por raios

O fato de os raios serem as principais causas de mortes em tempestades nos EUA resulta em tanto rigor de prevenção num desafio logístico ‘invisível’ de autoridades americanas junto com o Serviço Nacional de Metereologia (NWS). De acordo com o Conselho de Segurança contra Raios dos EUA, 492 pessoas morreram no país após serem atingidas por raios entre 2006 e 2024, dois terços estavam em áreas livres.

Os problemas com raios somam-se a toda preocupação quanto ao forte calor nos EUA e, consequentemente, à saúde de atletas, torcedores e quem trabalha no evento, além de necessárias adaptações de infraestrutura. Mais calor pode atrair mais umidade para a atmosfera, ao mesmo tempo em que incentiva uma rápida corrente ascendente – dois fatores-chave. Conforme estudo divulgado na revista “Science”, de pesquisas científicas originais, cada 1°C de aquecimento se traduziria em um aumento de 12% no número de queda de raios.  

‘Campeão’ de raios

O Brasil é o país que tem maior quantidade de raios, com média de oito mil raios por minuto e total de 78 milhões de cargas atmosféricas por ano, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Isso, até 2024, representava uma morte no Brasil em cada 50 por incidências de raios no mundo. O tamanho do país e por estar em zona tropical consistem em fatores que levam ao grande número de ocorrências de raios.

Saiba mais sobre o assunto acessando o link abaixo:

https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2026/07/01/por-que-eua-criou-protocolo-contra-jogos-em-condicoes-climaticas-adversas.ghtm