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Informações quantitativas deles baseadas em informações técnicas de relatório de 2026
O Relatório Nacional Voluntário (RNV) sobre a implementação da Agenda 2030 reúne indicadores relacionados à situação das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no Brasil. O documento apresenta dados quanto a metas atingidas, em evolução, em regressão e aquelas que ainda não puderam ser avaliadas, devido a limitações de informações. O último foi concluído e apresentado em julho de 2026, após a 1ª Conferência Nacional dos ODS, iniciada em 30 de junho e que aconteceu em três dias.
Países são incentivados pela ONU a terem seus RNVs regularmente para implementação dos ODS. De forma geral, os resultados, cuja a totalidade estará disponível após o período de defeso eleitoral, são os seguintes:
A situação das metas por ODS
Conforme os critérios metodológicos adotados pelo RNV, a análise das 169 metas dos ODS indica que 82 (cerca de 49%) estão enquadradas nas categorias ‘atingida’ (15 metas) ou ‘em evolução’ (67 metas).
Entre os ODS com maior número de metas classificadas como ‘em evolução’ estão o ODS 17 – Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável, com 17 de 19 metas ‘em evolução’, ODS 4 – Educação de qualidade (7 de 10), ODS 6 – Água potável e saneamento (6 de 8) e ODS 8 – Trabalho decente e crescimento econômico (7 de 12).
Houve regressões no ODS 3 – Saúde e Bem-Estar (7) e ODS 15 – Vida terrestre (6), que correspondem por mais da metade de todas as metas em regressão do país.
A avaliação ainda esbarra em lacunas de dados: 39 metas (23,1%) são não avaliáveis, por limitações de dados, com maior incidência no ODS 16 – Paz, Justiça e instituições eficazes (7), ODS 14 – Vida na Água (5) e ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis (4). Esse percentual caiu de 42% (RNV 2024) para 23,1%.
Metas estagnadas (sem evolução)
Nenhuma meta do ODS 3 foi classificada como ‘sem evolução’. A estagnação observada nas doenças crônicas não transmissíveis está refletida na meta 3.4.2 – Taxa de mortalidade por suicídio, classificada como em regressão, por causa do aumento de óbitos por esse ato.
Metas com regressão no ODS 3
3.3 – Doenças transmissíveis. Tendências variadas: alguns indicadores estáveis ou em aumento, embora haja redução específica na incidência de hepatite B e malária.
3.4 – Doenças crônicas e saúde mental. Houve redução modesta da probabilidade de morte por doenças crônicas não transmissíveis, mas o aumento expressivo da mortalidade por suicídio compromete a meta.
3.5 – Uso de substâncias. Expansão da cobertura dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), porém, o consumo de álcool aumentou no período.
3.6 – Mortalidade no trânsito. Caiu de 18,31 (2016) para 16,47 (2023), mas voltou a subir nos anos mais recentes.
3.8 – Cobertura universal de saúde. Segundo os dados apresentados no RNV, a cobertura da atenção primária foi de 70,60% em 2025; a proporção de pessoas com gastos elevados em saúde aumentou (de 2009 para 2018, anos com Pesquisa de Orçamentos Familiares).
3.9 – Mortes por poluição e contaminação. Reduziu-se a mortalidade por poluição ambiental, mas aumentou a mortalidade por água e saneamento inseguros e higiene inadequada, com mortalidade por envenenamento estável.
3.d – Gestão de riscos e emergências sanitárias. A capacidade prevista no Regulamento Sanitário Internacional (RSI) e a preparação para emergências caíram de 97% para 65% entre 2016 e 2024, sem série comparável para os demais indicadores.
Metas não avaliáveis
3.a – Controle do tabaco. O indicador de uso de tabaco dispõe apenas de dados pontuais, o que limita a avaliação de tendência.
Dados técnicos de algumas metas da Saúde, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea):
3.7 – Saúde sexual e reprodutiva: o relatório aponta mais acesso a métodos contraceptivos de longa duração e redução da gravidez na adolescência no período analisado.
3.b – Pesquisa, vacinas e medicamentos: o relatório indica aumento da cobertura em três das quatro vacinas analisadas
3.c – Força de trabalho em saúde: os dados do relatório indicam crescimento do número de profissionais de enfermagem, farmácia, medicina e odontologia entre 2016 e 2024.

