Os leilões de petróleo realizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta quarta-feira (7/10), no Rio de Janeiro, provocaram críticas do Observatório do Clima. O 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão oferece 313 blocos exploratórios, incluindo áreas na Amazônia, na bacia marítima do Ceará e na bacia do Parnaíba, onde existe a possibilidade de utilização do fraturamento hidráulico (fracking). Para a organização, os certames desconsideram a emergência climática e contrariam a necessidade de reduzir a dependência brasileira dos combustíveis fósseis.
Além dos riscos ambientais, o Observatório alerta para possíveis prejuízos econômicos, já que projeções da Agência Internacional de Energia indicam queda na demanda mundial de petróleo e gás a partir de 2030, ameaçando transformar novos campos em ativos sem retorno financeiro. A entidade também critica o atraso de dez meses na elaboração das diretrizes para um plano nacional de afastamento dos combustíveis fósseis, solicitado pelo presidente Lula em dezembro de 2025. Em meio aos alertas sobre o aquecimento global, a expansão petrolífera coloca em evidência uma contradição: como conciliar novos investimentos em petróleo com o compromisso de acelerar a transição energética?
Fonte: Leilões de petróleo da ANP desprezam emergência climática / Observatório do Clima
Foto: Propostas são entregues durante a sessão pública do leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no centro do Rio de Janeiro, no dia 7 de outubro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

