A malha de estradas clandestinas em um raio de cinco quilômetros da BR-319, entre Manaus e Porto Velho, cresceu 70% de 2020 a 2025, passando de 3,9 mil para 6.643 quilômetros, segundo dados do Imazon obtidos por imagens de satélite. No mesmo período, a área ocupada pela agropecuária aumentou 45%, enquanto a vegetação nativa recuou 4,9%, de acordo com o MapBiomas.
Os novos acessos ampliam a pressão da exploração madeireira, da ocupação irregular e da expansão agropecuária sobre áreas preservadas, territórios protegidos e populações tradicionais. Os números acirram o debate sobre a pavimentação da rodovia, defendida pelo governo federal e questionada na Justiça e por ambientalistas; uma controvérsia que envolve licenciamento, fiscalização e o futuro de uma das regiões mais preservadas da Amazônia.
Fonte: BR-319 impulsiona ocupação de área preservada na Amazônia por vias clandestinas e pelo agro, mostram imagens de satélite / O Globo
Legenda da foto: Via clandestina parte da BR-319 e vai até as proximidades de área desmatada — Foto: Imazon/Google Earth

