A área ocupada pelo garimpo ilegal em Terras Indígenas da Amazônia aumentou 562% entre 2016 e 2024, segundo nota técnica divulgada pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia em 15 de setembro. De 1985 a 2024, a extensão garimpada nesses territórios saltou de 1,5 mil para mais de 36 mil hectares, com 89% da atividade conFlagra de garimpo ilegal na zona de amortecimento do Parque Nacional do Rio Novo, Pará; área está próxima a uma das localizações com PLG analisada pelo relatório — Foto: Laís Modelli / Greenpeacecentrada nas terras Kayapó, Munduruku e Yanomami.
Embora 19 Terras Indígenas registrem garimpo, 147 estão em bacias hidrográficas afetadas por mercúrio e desmatamento. O estudo alerta que a mineração ilegal, combinada a secas, incêndios e enchentes, amplia danos à água, à alimentação, à saúde e aos modos de vida, e recomenda fiscalização permanente, rastreabilidade do ouro, planos indígenas de adaptação climática e monitoramento comunitário. Entenda como esses riscos se sobrepõem e por que seus efeitos ultrapassam as áreas diretamente garimpadas.
Fonte: Terras Indígenas sofrem explosão de garimpo e viram o tipo de território mais impactado pela mineração ilegal na Amazônia / O Globo
Legenda da foto: Flagrante de garimpo ilegal na zona de amortecimento do Parque Nacional do Rio Novo, Pará; área está próxima a uma das localizações com PLG analisada pelo relatório — Foto: Laís Modelli / Greenpeace

