Observatório de Clima e Saúde da Fiocruz e Redes da Maré divulgam nota técnica sobre ventos intensos no Rio de Janeiro e impactos

Na tarde de 29 de julho de 2026, o Rio de Janeiro registrou ventos intensos associados a um sistema de alta pressão sobre o Sudeste e o avanço de uma frente fria pelo Atlântico Sul, com rajadas de até 105 km/h na base do Galeão.O evento provocou quedas de árvores, interrupções de energia e danos a estruturas urbanas em toda a cidade. O INMET emitiu aviso de ventos costeiros severos à meia-noite, o AlertaRio alertou para vento moderado a forte às 14h e o sistema AlertAr Saúde (Icict/Fiocruz) já indicava às 9h o pico previsto para as 19h.

A estação meteorológica da Maré — primeira instalada em uma favela do Rio, mantida pelo Observatório de Clima e Saúde (Icict/Fiocruz) em parceria com a Redes da Maré — registrou rajada de aproximadamente 42 km/h às 16h31. A nota destaca que os dados dessa estação não são comparáveis aos de estações convencionais, pois medem o vento em ambiente densamente ocupado, com edificações próximas, ruas estreitas e “bolhas de calor”, refletindo a exposição real dos moradores e funcionando como leitura complementar aos sistemas oficiais.

A nota conclui que a articulação entre previsão meteorológica, monitoramento territorializado e observação comunitária é uma medida concreta de adaptação climática, permitindo respostas mais rápidas e adequadas à realidade de territórios populares, onde danos costumam permanecer invisíveis às bases oficiais.

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