Risco de ‘super el niño’ faz governo montar grupo de especialistas para monitorar eventos extremos

O governo federal vai reunir semanalmente especialistas de ministérios, institutos de pesquisa e universidades para acompanhar os impactos do El Niño no Brasil e coordenar ações de prevenção e resposta a eventos extremos. A medida, que envolve órgãos como MMA, Cemaden, Inpe e UFRJ, reflete a preocupação com o agravamento dos impactos climáticos nos próximos meses. Segundo o Cemaden, o El Niño já está configurado e seus efeitos começam a ser observados em diferentes partes do mundo. No Brasil, os impactos devem variar conforme a região: no Sul, a primavera pode trazer mais chuvas, enchentes e alagamentos; no Norte e no Nordeste, os efeitos tendem a ser mais sentidos no verão e no outono de 2027, com redução das chuvas, aumento das temperaturas, seca e pressão sobre reservatórios. O governo também retomou a Sala de Situação sobre Incêndios Florestais e mobilizará mais de 4,400 brigadistas federais em 2026. A principal mensagem dos especialistas é clara: o desastre não nasce apenas do clima, mas da combinação entre eventos extremos e cidades despreparadas.

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