Sobreviventes do supertufão Rai, que atingiu as Filipinas em dezembro de 2021, entraram com uma ação civil contra a petrolífera Shell na Justiça britânica em dezembro de 2025. Os 67 autores do processo afirmam que as emissões históricas da empresa contribuíram para agravar a mudança climática e intensificar o desastre, que matou mais de 400 pessoas, afetou 10,6 milhões e deixou 1,4 milhão de desabrigados.
Protocolado no Reino Unido, onde a Shell está sediada, o caso busca indenização por mortes, ferimentos e perdas materiais e pode se tornar o primeiro a responsabilizar diretamente uma grande companhia de combustíveis fósseis por danos climáticos no Sul Global. A iniciativa integra o avanço ainda limitado da litigância climática na Ásia, onde comunidades vulneráveis recorrem cada vez mais a tribunais estrangeiros para superar fragilidades institucionais locais e exigir reparação de empresas altamente emissoras.
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