Foto Zak Mogel / Pexels
A tendência ascendente de temperaturas nos oceanos é notada há anos, e em junho teve mais um recorde – as perspectivas são rápidas de novos recordes em 2026, devido ao Super El Niño. Além dos efeitos das alterações climáticas, os frequentes e intensos picos prolongados de aumento da temperatura da água do mar tornam-se maiores com esse fenômeno natural climático. Consiste em combinação perigosa que ameaça a saúde da biodiversidade marinha, a saúde humana em geral e os modos de vida de quem vive em áreas marítimas, com sérios prejuízos econômicos, de subsistência e materiais. O Pacífico equatorial central e oriental é o que mais sofre com o problema.
Maiores consequências:
● Mortalidade e alteração dos ciclos de vida de diversas espécies marinhas;
● Prejuízos para a pesca, a aquicultura e riscos à manutenção da segurança alimentar;
● Riscos à saúde humana e proliferação de doenças;
● Pressão maior sobre ecossistemas e comunidades que já sofriam os impactos das alterações climáticas
Fonte: Greenpeace
O maior registro de tal aquecimento foi feito pelo Serviço de Vigilância Marítima Copernicus (CMENS), que fornece produtos de Observação da Terra (imagens de satélite e produtos de valor agregado) para apoiar uma melhor compreensão e um monitoramento aprimorado das atividades no mar. Já o Centro Europeu para as Previsões Metereológicas a Médio Prazo (ECMWF), instituto de pesquisa e operacional europeu, tomou como base os registros do Serviço de Mudança Climática do Copernicus (C3S), programa da União Europeia que fornece dados científicos, monitoramento e relatórios sobre o clima global.
Veja dados de recordes de aquecimento oceânico:
20,98º C em junho, superando os 20,89º C
Fonte: CMENS
20,86ºC, em 21 de junho de 2026, comparados aos 20,83º C registrados em 2023 e 2024
Fonte: ECMWF
Muito a fazer e investir
O aumento sem precedentes da temperatura dos mares, onde há muito mais capacidade de absorver o calor do que o ar, torna evidente o aquecimento global. Isso resulta em ciclones e tempestades mais intensas, e altera os padrões de precipitação, com períodos de chuva abundante e outros de seca.
Ações emergentes e práticas, baseadas na ciência e nas realidades de cada área, podem ajudar a diminuir tal quadro, e ainda, a reduzir bastante as emissões globais (NDCs) até 2050. As iniciativas, que compreendem investimentos de mais de US$ 100 bilhões, devem associar a conservação marinha, transição energética e uso sustentável dos recursos oceânicos.
Matéria sobre o novo recorde no link abaixo:
https://www.dw.com/pt-br/oceanos-do-mundo-registram-recorde-de-calor-para-junho/a-77784752

